Visita de estudo - 10.º 1
Às nove horas matinais do dia 11 de março de 2025, expetantes pelo que se seguiria, a turma 1 do 10º ano dava início à visita de estudo agendada à cidade do Funchal e da Ribeira Brava.
Chegado o autocarro, e desde logo, o agradecimento ao Sr. André, o condutor do mesmo, prosseguimos a nossa viagem. Condicionados pela mecânica do veículo, que muito nos fez conjeturar sobre a elevada probabilidade de se ficar apeado a qualquer instante, chegámos ao nosso primeiro destino: o Centro Interpretativo do Comboio do Monte. Aqui, guiados e orientados pela Técnica Maria José Ferreira, fomos transportados para um tempo a preto e branco, entre 1893 e 1943, ajudados pelas fotografias e as imagens que delas se retiram, conhecendo uma Linha Funicular de sonhos e utopias, que viveu o seu auge, o seu declínio e a sua falência. Com efeito, e depois de contextualizados pelo vídeo, vimos expostas peças e artefactos que pertenceram àquela História e Identidade próprias de um tempo antigo, hoje, uma memória preservada. E no Monte ficámos. Um céu azul, convidativo e luzente, esperava-nos na Freguesia. Prosseguimos o nosso rumo.
À nossa espera, estava o Jardim Tropical Monte Palace. Em sua representação, para nos conduzir pelo seu universo, aguardava-nos a Carolina, que gentil e amavelmente nos deu as boas-vindas e, sem demoras, nos guiou por um sublime paraíso à beira serra plantado. Curiosos, explorámos a coleção de Arte Moderna e Contemporânea, a exposição permanente dos Segredos da Mãe Natureza e, obviamente, aqueles recantos que este espaço nos proporciona em cada meandro da nossa contemplação, onde sem dúvida, os flamingos, as carpas e o mundo oriental dos Terracota ganharam destaque. O tempo voou, não haja dúvidas. Quase duas horas depois, volvíamos ao Caminho do Monte, precavendo-nos dos carrinhos de cesto que desciam rua abaixo, mas regressados ao autocarro de sorriso cheio, e barriga também, para cumprir o último objetivo da nossa viagem: conhecer o Museu Etnográfico da Madeira.
Nublada, mas de clima temperado, a Ribeira Brava acolheu-nos de braços abertos. Encaminhámo-nos para o nosso destino, onde cumpridos os requisitos burocráticos, a Técnica Superior Nélia Freitas encetou uma agradável viagem pela Madeira de outrora, de saberes e artes ancestrais, ofícios, uns, que ainda sobrevivem pelas mãos dos mais idosos; outros, por seu turno, que já só são traços evocativos de valores culturais insulares. Não obstante, os alunos entendiam a importância desta viagem pela sua ilha. Muitos trouxeram histórias contadas pelos seus avós e pais; outros reconheceram labores que se executam no seu Concelho, e quando percorrida a exposição itinerante Onde a Lã Vive, puderam ler e escutar cânticos, tocar e sentir as texturas, reconhecer o trajeto de uma matéria-prima regional até à sua integração na cultura. Partimos felizes, e embora cansados fisicamente, sentimo-nos preenchidos animicamente por termos explorado um mundo de vivências singulares, e também, visto reforçar os não menos fundamentais laços humanos.
O Professor, Nuno Costa



