Ano Internacional da Tabela Periódica
Data: 2019-06-19 Visualizações: 87

Ano Internacional da Tabela Periódica

Por decisão da ONU e da Unesco, 2019 é o Ano Internacional da Tabela Periódica. Quando em 1869, Dmitry Mendeleev publicou a sua Tabela Periódica estaria longe de pensar que esta se tornaria um dos marcos mais importantes da ciência moderna. A Tabela Periódica organiza, de modo enganadoramente simples, os "tijolos" que são base de toda a matéria existente - os elementos químicos. Embora a Tabela Periódica os organize de forma individualizada são poucos os que coexistem nessa condição, verificando-se que a maioria estabelece ligações químicas com outros elementos.

A Tabela Periódica atual é constituída por 7 linhas horizontais – os períodos – e por 18 colunas verticais – os grupos ou famílias.

À esquerda temos a primeira família: os metais alcalinos. No total são 6 e todos experimentam uma explosiva relação com a água, que aumenta de tempestuosidade do Lítio para o Frâncio. Os seus vizinhos alcalino-terrosos, e com o mesmo número de elementos, são um pouco mais pacíficos. Um dos mais importantes é o Cálcio, o qual desempenha papel essencial na estrutura óssea.

Seguem-se os metais de transição compreendendo 10 famílias de elementos. Aqui residem aqueles que, desde os tempos mais ou menos remotos, permitiram a melhoria da qualidade de vida humana em termos de infraestruturas, máquinas, indústria e joalharia. Destaque-se o Ferro, a Prata, o Ouro e o Cobre. Este último tem um papel bastante relevante na eletrificação da sociedade humana aos mais diversos níveis.

Mais para a direita, ressalta o Alumínio, metal de elevada resistência à corrosão, o que lhe granjeou um conjunto alargado de aplicações. À sua volta, temos “informáticos”: o Silício, o Gálio e o Germânio; se é eletrónico, lá estão eles…

Continuando a avançar para a direita, temos o Carbono, base da vida como a conhecemos, o Nitrogénio e o Oxigénio. Deslocamo-nos um pouco mais e chegamos à família dos halogéneos: o Flúor, o Cloro, o Bromo e o Iodo. Estes, quando puros, podem ser mortais, mas se combinados com outros, desempenham um conjunto de funções importantes.

Finalmente, na coluna mais à direita, temos os gases nobres: incolores, inodoros e pouco reativos à temperatura e pressão ambientes. O Hélio é, depois do Hidrogénio, o segundo elemento mais abundante no Universo e o Néon é de largo uso nos brilhantes avisos publicitários. Já o Árgon, o Crípton e o Xénon, são muito utilizados no enchimento de lâmpadas.

Assim, e visando a comemoração do Ano Internacional da Tabela Periódica, o grupo de Física e Química decidiu promover a “construção” de uma Tabela Periódica. Para isso, cada um dos alunos, das turmas dos 8.º e 9.º anos de escolaridade, do Curso Profissional de Gestão Ambiental, da turma de Ciências e Tecnologias do 11.º ano e da disciplina de Química do 12.º ano de escolaridade, elaborou uma ficha identificativa de um elemento químico. Nessa ficha constam o número atómico, o símbolo químico, o nome do elemento e ainda um elemento gráfico alusivo ao mesmo: uma aplicação, a razão do nome atribuído (cientista ou local da descoberta), ou outro motivo de algum modo relacionado com o elemento químico. As fichas identificativas foram posteriormente fixadas num suporte duradouro, permitindo assim que a Tabela Periódica possa ser itinerante pelo nosso Concelho, transportando o conhecimento, em Ciência, pela Ciência e sobre Ciência, desenvolvido pelos nossos alunos, até à Comunidade.

Por fim, agradecemos à Escola pelo interesse demonstrado e aquisição dos materiais necessários e ao professor Marco Sousa pela colaboração que deu na preparação da estrutura da Tabela Periódica.

O Grupo de Física e Química.

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