Cruzeiro Poético ao Porto Santo
Data: 2017-05-15 Visualizações: 458

Cruzeiro Poético ao Porto Santo

14 de maio de 2017

O dia começou bem cedo, pelas seis e meia da manhã, com a concentração junto à escola, a fim de se fazer a viagem de autocarro até ao Funchal, onde nos esperaria o embarque no Lobo Marinho.

Já o Sol emergia auspicioso do mar, quando o barco largou, afastando-se vagarosamente das nossas vistas a cidade, ainda a acordar para um domingo sem pressas.

Fomo-nos instalando ao sabor dos nossos gostos. Havia olhares contemplativos estancados sobre os horizontes. Por ali, o ranger das cartadas a entoarem na mesa. Além, o zumbido monótono dos motores. Em volta, o alarido de vozes e risos e músicas trauteadas.

A meio da viagem, o desafio de criar desenhos a partir do “poema do rapaz alto”, de Valter Hugo Mãe, tendo por base a continuação de um conjunto de linhas previamente traçadas de forma aleatória.

A Madeira lá ficou para trás, apenas contornos tapetados a verde em vertigem sobre a espuma das ondas. Crescia agora no ar uma mistura enjoativa de cremes solares e batatas fritas com sabor a “paprika e molho de barbecue”.

Há quem diga ter avistado golfinhos, outros baleias vindas dos profundos. A maioria arregala os olhos e nada vislumbra. Talvez além, onde pairam as gaivotas. Mas é a desilusão. Mergulha-se novamente no bulício das conversas ou na tranquilidade incomodada de uma soneca.

A ilha dourada deslizou pelo barco fora, insinuante, com o seu areal apetecível, mas sofredoramente inalcançável dali.

Depois de duas horas e meia de barco, foi sem saudades que pusemos os pés em terra e rumamos até à Vila Baleira, onde fomos recebidos em clima de boas-vindas e de festa.

Após o almoço, tivemos a tarde livre, aproveitando a maioria para se refrescar no mar e aproveitar os banhos de sol, só interrompidos pelas correrias às lambecas, agora de avelã, agora de chocolate, agora…

Por volta das seis e meia da tarde, já instalados novamente no barco, tivemos um jantar ambulante, seguindo-se o regresso, molengo, ao Funchal.

Ora, este “Cruzeiro Poético” realizou-se na sequência do concurso CriaPOESIA, da responsabilidade da CRIAMAR, inserido no Encontro Juvenil do Atlântico, como um momento de confraternização entre todos os participantes, quer das categorias de poesia quer de poesia visual.

A nossa escola esteve presente nesta iniciativa com trinta e um alunos, desde o 9.º ao 12.º anos.

Apesar do dia longo, ficam as recordações de um domingo bem vivido e bem-disposto, em terra e no mar.

 

Professor Hélder Teixeira

 

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