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Entrevista ao Chapinha
Data: 2023-10-24 Visualizações: 277

Entrevista ao Chapinha

Natural da freguesia de S. Jorge, Santana, Alcindo Guido Teixeira Aguiar Silva, mais conhecido por “Chapa” ou “Chapinha”, é proprietário da oficina automóvel Auto Chapinha, situada na freguesia de Santana.

 

LILIANA MELO – Quantos espaços estão associados ao nome Auto Chapinha e que serviços prestam em cada um deles?

ALCINDO SILVA – Tenho dois. Um é para venda de automóveis, lá em baixo na Barreiro, perto do Continente, e este aqui é para reparações.

DAVID RAMOS – É proprietário único ou faz sociedade com alguém?

ALCINDO SILVA – Sou único.

RODRIGO FAÍSCA – Quantas pessoas trabalham na sua oficina e que funções desempenham?

ALCINDO SILVA – Olha, neste momento somos cinco. Uns são pintores; outros são bate-chapas e outros, mecânicos. Cada um tem a sua função. Éramos oito… este ano saíram três, por motivos diversos e com todo o direito.

LUÍS GONÇALO – Quanto tempo demoram a consertar uma viatura e qual foi aquela em que mais demorou?

ALCINDO SILVA – É um pouco relativo, porque o tempo depende da perca que o carro tem. Pode demorar uma semana, como pode demorar um mês. Já tive carros aí a levar um ano, como os clássicos que são consertados lentamente.

DANNY SILVA – Qual a atividade que aprecia menos fazer na oficina?

ALCINDO SILVA – Eu gosto de todas, mas a parte da lavagem, por exemplo, não aprecio muito e, aqui, são lavadas apenas as viaturas que vêm para conserto.

RÚBEN LUÍS – Fale-nos um pouco sobre o seu percurso profissional. Em que idade começou? Passou por várias profissões? Por que motivo se tornou mecânico?

ALCINDO SILVA – Comecei, provavelmente, na vossa idade, entre os catorze e os quinze. Eu comecei no continente, em 81. Estive lá três anos e tal a aprender a parte de bate-chapa e pintura e, em 85, vim p’ra Santana e daí fui evoluindo e…, pronto, cheguei aonde cheguei,... Aos 13 anos saí da escola. Saí cedo, antigamente saía-se cedo. Só tenho o 2.º ano… estive um ano e tal na parte da agricultura. Trabalhava-se de manhã à noite, de sol a sol. Depois estive um ano e tal com um pedreiro que,… antes era meu patrão e agora é meu cliente. É engraçado. Agora, por que motivo me tornei mecânico…? Ah, isto já vem de nascença, é um gosto. Com oito, nove anos eu já sabia o que queria.

RODRIGO FAÍSCA – Atualmente, circulam muitos carros elétricos nas estradas da nossa região. Consertam carros elétricos e híbridos, para além dos que se movem a combustível?

ALCINDO SILVA – Já reparámos alguns só na parte de chapa e pintura. Da parte elétrica não tratamos. Não tenho formação para isso nem tenho ninguém formado para isso, neste momento.

FILIPE REIS – Sabemos que tem uma coleção de automóveis. Quantos carros tem na sua coleção e qual o mais caro?

ALCINDO SILVA – Boa pergunta: cinco, talvez. Cinco ou seis. O mais caro penso que seja o Mustang.

 

Esta atividade foi realizada no dia 12/10/2023, pelos alunos do projeto Fénix, provenientes das turmas de 8.º ano na nossa escola, na sequência do estudo do texto “Entrevista”, à luz das Aprendizagens Essenciais da disciplina de Português para aquele ano de escolaridade.

Próximas Reuniões

    Não foram adicionadas reuniões a realizar nos próximos dias.